amigos queridos,
por recomendações médicas - sim, eis que o colapso chegou. mas são procimax e beato olcadil hão-de milagrar-me! - este blog entra em férias até, pelo menos, fevereiro de 2007.
portanto, aqui deixo três beijos de natal, oito abraços de ano novo e uma certeza: a de que 2007 será o nosso ano! ano do breviário, ano meu e ano seu. e ai de quem de nós duvidar!
e deixo-vos também na companhia de amiga mui querida e verdadeira lenda viva desta net demeudeus. com vocês...
Miss_Lex ®
em
Miss_Lex ® e o Papai Noel.
Certa feita, Miss_Lex ® resolveu tirar férias e creu ser a Lapônia, uma parte da anatomia masculina bastante reveladora e deverasmente apreciada por ela, é bom que se diga, um bom lugar.
Em lá chegando, e já bastante ambientada, cabe-nos dizer, a bela mulher passeia pela relva branca a assoviar maviosas canções, quando seu velho companheiro, o enfado, resolve aboletar-se naquele cerebelo privilegiado pela natureza. Sem muito a fazer, acha por bem que apreciar o céu, o sol e as aves seria interessante. Mas eis que, súbito, tem seus olhos desviados para um rapaz gordoto, estilo bonachão, e que de alguma forma era bonito. Foi o que bastou: a velhaca apaixonou-se de imediato, antes mesmo de ver-lhe o extrato bancário, Miss_Lex ® andava numa fase telúrica. Imediatamente, o rapazote caiu-lhe aos pés, como sói acontecer com toda a raça humana. Ai ai, às vezes, é desconfortável ser maravilhosa...
Noel Gallagher era o nome do rapazete que tinha como qualidades a gentileza e a bondade. Gentil demais para Miss_Lex ® que, poucas semanas e algumas moedas de ouro depois, logo tratou de pular fora...
Já estão a dizer do padrão de exigência desta Miss. Nenhum ser humano neste mundo é o suficiente para mim, é o que penseis, já vos conheço. Entretanto, vós haveis de cobrir-me de razões neste episódio, caríssimos.
Explicar-vos-lo-êi-los, leitores.
Noel lembrava um pouco Michael Jackson em sua obsessão por infantes. Miss_Lex ® não participava deste ardor todo. Por este motivo, resolveu mudar de ares: talvez a Roma de Calígula, bem mais serena, sem dúvida alguma! Entendestes agora, queridos? O pior é que o doudo ainda carregava um sacão para cima e para baixo, e fez-me jurar que jamais nele tocaria. Não nele, no seu saco, seu saco dele, compreendestes? Pois é, vá lá tentar entender essa gente nórdica... Sem olhos no seu caso, cem moedas em minha bolsinha. Sujeitei-me, afinal, eu não era tão rica nesta época, e não ousei tocar no saco noelônico, caríssimos...
Prossigamos.
Ao saber que Miss_Lex ® daria no pinote, enlouquecido, Noel faz-me um último pedido: se Miss_Lex ® o ajudasse a carregar seu saco enorme, ela livre estaria. E celibatário, Noel prometera, ele se tornaria.
Miss_Lex ®, mais por curiosidade do que por solidariedade aos púberes laponienses, ávida por sua liberdade, topa a empreitada para poder ir à cata de novo amante. Sim, porque Miss_Lex ® pode ser libertária, mas jamais libertina! Tendes um amante e quereis outro? Pois bem, livrai-vos do primeiro e sigais vossas vidas com o segundo! Riqueza, sim. Imoralidades sujas, não! Miss_Lex ®, uma conservadora, por mais que tal fato possa chocar-vos...
Bem, a noite de Natal fora a escolhida por Noel para o transporte do saco para local que por mim era insabido. Carregamos o enorme trambolho vermelho relva adentro por quilômetros e aqui cabe uma explicação: naquela época, estava proibido o consumo de cigarros na Lapônia. Desconfiada, sempre de narinas à espreita, o bom olfato de Miss_Lex ® descobre que o bonachão não era tão bonachão assim: na verdade, Noel era um contrabandista de nicotina! Além de ser companheiro de Lewis Carrol ele era também amiguinho do Beira-Mar.
No meio do caminho, somos pegos pela polícia relvaviária que , evidentemente, estranhou toda aquela movimentação sacal. Miss_Lex ®, apavorada, tentando livrar-se do flagrante, lança-se com desespero por cima do saco de Noel e começa a gritar:
_Nico.., hunmmmm...mmmpft... [Nico de nicotina, entendestes?]
Sem chance de completar a palavra, pois tem sua boca tampada pelo crápula cínico, ela insiste e grita:
_Não!!
[Tentem gritar NÂO com a boca tapada: sai LAU. ]
E foi o que eu disse sem querer dizer, caríssimos...
_Lau!
Os policiais, atônitos, perguntam:
_Anh? Hein? Nico? Lau? Nicolau?
Noel, que de bobo nada tinha, oportunista que só ele, assume a falsa identidade de Nicolau e jura de pés juntos que é pai de octogêmeos e que, naquele saco fedido, carrega presentes para suas crianças. Ingênuos, os policiais relvaviários acreditam na mumunha e saem a gritar para a população que assistia à cena triste:
_Crianças, crianças! Mães, mães! São Nicolau e Miss_Lex ®!! Não há nenhum problema!!
Pronto: estava criada, naquele momento, a lenda do Papai Noel.
Patife!