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. não, não... é que eu agora me ocupo de brinquedos de brincar, formas definidas que encaixam perfeitamente bem em buracos de superfície plástica. é... ah!.. passei por um reforma ortográfica, passei por um vestibular, passei por faculdade trancada, passei por uma alopecia, passei por um nascimento e agora... agora brinco de brinquedos de brincar. e, sabe?, me sinto muito melhor assim. titi! postado por: c.
CONSEGUI RECUPERAR A SENHA DESTE BLOG!!! QUE SERÁ REFORMADO, AGUARDEM! :o) postado por: c.
lia coisas todas. escreve coisas ininteligíveis. lê jornal.de crimes. [ela tem as mãos sujas de sangue, e o nariz repleto de descaminhos. seus dentes acumulam cada vez mais carbono. para o teste futuro. é tola. aguarda por algo que sabe não existir. puff...]
postado por: c.
O Ventilador O ventilador roda fininho gira moinho; vento de calor. O ventilador fica no alto, ou perto do tato; vendo moedor. O ventilador roda moinho gira fininho fica no tato [ou perto do alto] vento vento moedor de calor. - - - - - - da série "As coisas" postado por: c.
Nota oficial da Reitoria O Reitor Ricardo Vieiralves submeteu-se, na tarde desta sexta-feira, dia 18 de setembro, a procedimento cirúrgico torácico em prosseguimento ao tratamento anterior a que vinha sendo submetido. O Reitor encontra-se em boas condições clínicas no pós-operatório imediato. A equipe médica responsável pelo procedimento é formada por professores da UERJ e do HUPE: Rodolfo Acatauassú, Eduardo Saito, Ernesto Succi e Rogério Rufino.
Estimo as melhoras de nosso amado reitor... postado por: c.
a rapariga provou o sangue o sangue deu fruto a mulher semeou o campo o campo amadureceu o vinho o homem bebeu o vinho o vinho cresceu o canto o velho começou o círculo o círculo fechou o princípio "a zebra feriu-se na pedra
Ana Paula Tavares em Ritos de Passagem, Luanda, 1985 postado por: c.
eu deveria escrever, mas estou sempre preocupada com o banheiro. estes remédios estão me esvaindo letras uréia companheira. não tenho febre e nada está perdido - ainda. não me drogo - me cago de medo. eu bebo. mas me cago. e sempre de manhã. merda loura, e com cheiro de álcool combustível. e me retorço o estômago com a aranha da ressaca. e meu coração despinoteia. e eu tenho medo de morrer, porra. mas escrever pressupõe eternidade biblioteca. ah, minha eternidade quero é carne, dedos, pele e ossos. cabelos também cairão bem neste pacote. engraçado,né? mal aprendi a jogar poker e já estou aí, a fazer apostas altas, crente que par de ases é royal-flush-flash-mcbacon. panaca. eu deveria escrever. a merda é que me cago toda, porque isso é o que não sei fazer. blefei. e o resultado da aposta fica é com a sabedoria de vocês. [depois me contem, tá?] depois de ilusões perdidas, em hoje: eu não deveria escrever. foi mal, honoré. . . postado por: c.
VOLTAMOS!!e já trazendo um artigo do meu querido AMIGO ricardo riso, crítico de arte, de prosa, de poesia, artista plástico,doutor em africanidades, e...ufa!, tanta coisa que nem sei mais! clicando aqui você vai ler a análise de riso a respeito da obra "Preces e Súplicas ou os Cânticos da Desesperança", de vera duarte. bravo, amigo! sempre avante! voltamos logo. ciao. postado por: c.
"Telefônicas recebem multa de 534 milhões de euros" na frança. ... deu n'O GLOBO II: "Yusuf Islam volta a cantar" yusuf é cat stevens cantor paz & amor que, ao aderir ao islamismo há exatos 29 anos, decidiu por encerrar suas atividades canoras.gente, eu não sabia que geriatra tava tão caro. será que ele se trata com o mesmo médico dos mutantes, rita? ... postado por: c.
segunda-feira: assisti invasões bárbaras.
postado por: c.
aquele homem morreu. recuso-me a dizer seu nome ou postar uma imagem do facínora. mas sei que tem gente que tá sofrendo horrores com o desaparecimento do verdugo... postado por: c.
até que lhe espumasse o canto da boca. tsc, tsc... "Poderei parecer panfletário, mas serei livre
postado por: c.
e é por isso que ela me enrola mó tempão. é do mesmo jeito que constrói seus baseados, devagazinho, sacoé?, ela fica com os dedinhos esfregando as pontas uns dos outros, parecendo que conta dinheiro, o olho meio aberto, meio fechado, a língua na pontinha da beiço, uma frestinha de dente aparecendo em cima, parecendo que já tá sentindo antes as clarezas no pensamento. é, ela diz que ficava tudo assim, brancão... velho fumando é foda, né não? mas ela sabe que ficar comigo é bom, que dá onda, desmancha o cerebelo, essas paradas aí. só que ela não tem como guardar meu resto dentro duma caixinha de olhão. eu não sou bagana não, mermão. e nem quero ficar sendo tragado pra ir lá, me juntar àquela porra de incenso. fumaça bagaray. pior é ela ainda tem aquela mania do incenso mesmo sem o bagulho por perto. porra, eu não suporto incenso. invenção de hare krishna. aqueles merdas me enchem o saco com aquele papo de não comer carne. eles repetem uns troços doidos sem parar, maluco. aí, quando eu fui ser pizzaiolo lá em miami, não, foi em miami mermo, na califórnia eu era lutador, lá tinha uns que davam umas rosinhas e tals. e eu detesto flor. coisa sem graça. me faz lembrar um amigo de colégio que morreu, o único cara que eu me amarrei de verdade. é... eu comecei a não gostar dessas paradas de rosas e tal, antes dos hare krishnas, e isso de ódio destes caras acho que veio meio porque eu não gosto de flor, sabe? porra, aquele puto indiano chega nos estados unidos, é , o cara que inventou essa religião aí veio da índia, pra espalhar essa palhaçada. aí, eles querem matar é todo mundo de câncer, viu? depois do fim, só sobrarão as baratas, os hare e as vacas não comidas. e a gente morre tudo, cara. um camarada lá da academia que leu isso numa revista aí e me contou. eu acredito nessas paradas, sabia? disse que até aquele beatle morreu de doença no pulmão, eu não falo esse nome não, é, é isso aí mermo, porque cheirava incenso o dia inteiro... e eu ainda acho que hare é tudo tchola, maluco. porra, vou te falar, eu tô é de saco cheio. tem mais de um ano que eu tô pedindo a porra do carro pra ela, e a merda da velha diz que não, que é pra eu esperar, que o marido dela ainda respira bem sem o balão e coisa e tal. mas a porra do péla-saco não fala, não enxerga. pois é, também acho que ele não deve escutar. e aí, nem vai ouvir eu saindo e chegando naquela máquina maneira. aí, eu mandava logo um sonzão na traseira, sacoé? a velha é foda, cara, fica ensebando. só no mês passado, olha só o quanto que eu tive de aturar daquela buceta murcha, mais de um ano!, que ela foi me dar a escritura do terreno de itacuruçá. aí, fiz mó festão lá, mermão. a galera toda da academia. rolou de tudo à vera, mó putaria, tu perdeu. mas , porra, tive de suar, cara. pra caralho. tomei até viagra estes tempos todos aí. e ela tava com uma parada de sexo sânscrito, lerda pra caralho. velho acaba achando coisas pra substituir os lápis de cor das crianças, né não? porque velho vira bebêzinho, maluco. ela ficava de nhé-nhé-nhézinho, me chamando de papaizinho e o caralho. papaizinho é o cu dela, porra. vê lá se eu tenho cara de pai de velha? e a merda é que eu tinha de ficar pensando em um monte de horrores pra não me desconcentrar, ficava imaginando que eu tava engolindo uma colherzinha de café e que ficava engasgado, que tinha descido a escada da piscina, que tinha escorregado e quebrado o pescoço e que morria afogado. porque ela ficava lá, segurando as pernas, gemendo línguas diferentes. porra, segurar a tora é foda, né não? caralho, ainda bem que tem o viagra, maluco. não, ela não sabe, claro, mas é que também eu não tava dando conta das duas. quer dizer, das três, né? maneiro é que a filha dela me chama de muene. diz que quer dizer meu dono, meu rei, meu pai, sei lá,em dialeto africano. ela lê pra caralho. sabe uma porrada de versos e fala trechos inteiros de livros que eu não entendo nada, mas que ela diz que é português. fica falando numas paradas de muzequis, umas favelas quem tem lá em áfrica. ela fala em áfrica. maneiro. mas eu gosto de ouvir tudo, porque enquanto ela fala, fica mexendo no meu pau. diz que é bom pra exercitar a lipído. lipído é meu pau, mermão. aí, elas são meio malucas, tendeu? comecei a comer ela assim, do nada. antes a gente era amigão mesmo? mó filé, aí. só que ela anda meio bolada comigo. cismou que eu tinha de pegar ela e a namorada. porque a namorada tá meio desconfiada e que seria melhor rolar uma parada pra deschavar. eu não pego não. mulher demais. foda-se. quem manda não ter pau? e aquela namorada é muito cheia de marra. anda toda empinada, parece uma cavala marchando. me olha de cima em baixo só porque mora em botafogo agora. também, sendo bancada né? tá se lambuzando. e a filhadaputa nasceu lá em barros filho, mermão. e fica dando uma de fina agora. ela não me topa não. deve ser porque ela sabe que o que eu quero é o mesmo que ela quer. mas eu fico na minha, vai sobrar pra todo mundo. aí, vou chegar. vou passar lá na casa do marlon. ele falou que tem uma parada lá pra mim. porra, o cara tá mandando 130 num braço só. e isso em duas semanas de bola. outro dia o mané correu mel pelo nariz, mó prego, tá exagerando. mas que ele tá com a bundinha cada vez mais bonitinha, isso tá. é. é aquele mermo. aquele pleiba jungle boy, corpo de tarzan, cabeça de chita e voz de jane. mó mulézinha, mermão. mas aí, cara de responsa, faz um bola-gato maneiro. tá fortão. aí, mais tarde lá na sauna? valeu. valeu, leki. vou ralar peito. té mais. postado por: c.
mário cesariny é lisboeta e nasceu sob os auspícios do signo de leão, em agosto de 1923. mário é pintor, escritor, poeta, ensaísta e principal representante do surrealismo português.
postado por: c.
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eu sou um cão perdendo pêlos porque é verão. eu sou um cão envelhecendo. [mas que ainda enxerga olhos azuis os humanos] eu sou um cão parado à sombra. eu sou um cão husky siberiano. [vim terra tropical dna's anteriores por demais para alcançar lenin-stalin-maiakovski] eu sou um cão que focinha carinhos. eu sou um cão enrosco edredon abaixo. [lembrem-se: eu sou um cão aclimatado.] eu sou um cão sedento espaço-grama-vento. eu sou um cão que gane murmúrios noturnos. eu sou um cão que uiva olhos calados. eu sou um cão. um cão de minha estimação. postado por: c.
havia uma poça de sangue coagulado no chão. e uma estalactite de ódios acima dela. postado por: c.
_nunca pensei nisso. como é isso? _lugar onde se publicam fotos. _vivas? _as pessoas? _e também as fotos. _nisso, nunca pensei. como é isso? postado por: c.
zetho gonçalves, angolano, radicado em lisboa. feliz. cheios de palavras. de opiniões. de língua. encharcado de terra macia, de vento cantante, de métodos de paixões. o zetho gonçalves é poeta. e escreve assim:
______________ Entristece a tua tristeza __ e canta (os ombros modulam o vento modulam a noite a soberana voz dos horizontes) entristece a tua tristeza __ e canta in: A Palavra Exuberante, Parceria A. M. Pereira, Lisboa - 2004 ______________ estivemos com o zetho na livraria do paço, e eis que o nobre bardo me exuberou de paixões continente outro a. de áfrica. e me fez detentora letra viva da sua palavra.
postado por: c.
quanto maior a queda, maior é o tombo, ela dizia, pervertendo todo o sentido do ditado ancestral. teatralizava provérbios e punha entonações na sílabas erradas ao fazer seus pedidos salivantes em bistrôs decadentes. pedia sem jamais ousar experimentar. ela, a alegria dos cozinheiros. sentava-se sobre um dos joelhos. pendulava a perna livre com certa energia represada: esquerda, direita, frente; esquerda, direita, frente; carrossel de sardas. cara lavada, observava o mar espalhando sal nas areias viróticas de ipanema, como quem chupa um sorvete: movimentos compassados longitudinais com a língua e pontas dos dedos elevadas. encontravámo-nos sempre naquele espaço de tempo: entre uma chegada de 457 e a saída de um 456. e, depois de acenos de cabeça trocados, feito paulo coelho, eu terminava acabando por subir no ônibus com meu destino pra sempre ignorado, enquanto ela continuava ali: estática a engolir vento. postado por: c.
mastigava as casquinhas das ostras, enjoava-lhe a consistência molenga esbranquiçada que espraiava-se resto de mar concha afora: cuspia-as prato adentro. costumava dizer que não nascera para comer maresia, e que o bom mesmo era rasgar as gengivas: o sangue temperava-lhe o paladar. mas sabemos que aquelas ostras eram fakes: um inquilino nunca pode ser maior que sua casa. seria como colocar meias de molho num dedal. postado por: c.
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breviário correndo mundo![]() postado por: c.
ouça aqui. postado por: c.
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